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CPI dos furtos de fios e cabos ouve Metrô e Via Mobilidade na Câmara Municipal


Nesta quinta-feira (22/2), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Furtos de Fios e Cabos recebeu representantes do Metrô e da Via Mobilidade para colher depoimentos sobre as ocorrências devido ao furto de materiais necessários para a operação do transporte metroferroviário em São Paulo.


Eduardo Agrella Carvalho, chefe de departamento de Segurança Pública do Metrô, e Hamilton da Silva Trindade Filho, Gerente Executivo de Atendimento da Via Mobilidade, responderam diversos questionamentos ao relator da CPI, o vereador Coronel Salles.


O representante do Metrô explicou que o impacto na prestação do serviço de transporte público é gigantesco, podendo afetar milhões de pessoas diariamente e que as linhas mais prejudicadas são aquelas que operam em superfície. "O que mais preocupa são os cabos energizados, pois podem interromper todo o sistema". Segundo ele, a área mais sensível aos furtos é a Linha 5-Vermelha, que é descoberta e possui 13 km de extensão.


Por sua vez, as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que transportam cerca de 800 mil passageiros diários, possuem 80 km de extensão, com 40 estações, também com trilhos descobertos. "Temos desde furtos nas plataformas, gerando falta de iluminação na estação, até furtos de cabos dos trens", pontuou Hamilton da Silva. "A partir do momento que as composições perdem o sistema de sinalização (por conta dos furtos de cabos), é preciso reduzir a velocidade dos trens. Isso causa a redução da oferta de lugares, o que faz com que as composições fiquem mais cheias", diz. "Isso vai virando uma bola de neve, há mais demora para partir das estações, então no horário de pico isso traz um grande impacto". Somente entre 2023 e 2024, a Via Mobilidade registrou 116 ocorrências de rompimento de cabos, com um custo mensal aproximado de R$ 1,2 milhão.


Além dos prejuízos na prestação do serviço de transporte, Agrella também abordou outras consequências, que inclusive podem colocar em risco a integridade física dos usuários do transporte metroferroviário. "A plataforma fica lotada causando risco de queda nos trilhos. Aumenta a concentração de pessoas e, naturalmente, os furtos a carteiras e celulares aumentam também".


Enfrentamento

Os mecanismos de segurança utilizados pelo Metrô e pela Via Mobilidade para evitar os furtos ao longo das vias são alarme de intrusão, videomonitoramento, agentes de segurança com motos ao longo da linha, além dos postos permanentes 24 horas.


Apesar do investimento para coibir o furto de fios e cabos, os representantes das empresas reconhecem que é preciso haver outras medidas para lidar com o problema, como maior fiscalização sobre o comércio de fios na cidade, parcerias e convênios entre entidades ligadas ao transporte público, criação de leis específicas com tratamento mais rigoroso ao infrator.


Encaminhamento ao Congresso Nacional

O vereador Coronel Salles destacou a necessidade de apresentar o relatório final em Brasília, no Congresso Nacional, para possibilitar mudanças na legislação e punir, principalmente, o receptador. "Precisamos aumentar o apenamento dos crimes de receptação e dizer que, se tratado como menor potencial ofensivo, pode inclusive causar um acidente com composições e repercussões inimagináveis com relação à morte e à integridade física das pessoas."


A próxima reunião da CPI dos Furtos de Fios e Cabos acontecerá no dia 7 de março, quinta-feira.





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